“Nobel da Educação”, Global Teacher Prize tem três professores brasileiros.

EDUCACIÓN PARA LA PAZ

Un artigo de Débora Garofalo no site do Universo Online

Apesar das notícias alarmantes dos últimos dias, devido a pandemia da Covid-19, recebemos uma excelente notícia na semana passada: três professores brasileiros, estão na lista do TOP 50 do maior prêmio para professores do mundo e considerado o “Nobel da Educação”, trata-se do Global Teacher Prize, anunciado pela Varkey Foundation, organizadora/patrocinadora do prêmio em parceria Unesco.


Fotos do site do Global Teacher Prize

Em especial, para mim, um presente, já que fui a primeira mulher brasileira e a primeira sul-americana a chegar como finalista em 2019, no TOP 10, pelo trabalho de robótica com sucata que consiste em coletar lixo das ruas, materiais e equipamentos recicláveis em protótipos de robótica, trabalho este que me classificou entre as melhores professoras do mundo. É uma experiência incrível, que desejo muito que eles vivenciem! Nesta mesma edição, tivemos o Professor Jayse Ferreira, de Itambé, Pernambuco, entre os TOP 50, sendo o ganhador o professor Peter Tabishi, do Quênia.

Isso demonstra a importância de reconhecer e valorizar os professores. Os três brasileiros finalistas da edição 2020, Doani, Francisco e Lília são professores de escola pública e tiveram os seus trabalhos selecionados por um júri internacional. O trabalho destes professores tem em comum a inclusão de estudantes, principalmente de periferias e baixa renda, com atividades significativas e transformadoras.

Conheça o trabalho dos brasileiros finalistas

Doani Emanuela Bertan trabalha como professora bilíngue de Português e Língua Brasileira de Sinais. A escola em que ela ensina fica em Campinas, São Paulo, em uma área de privação, que lutava com altas taxas de evasão. Doani e seus colegas começaram a procurar novas estratégias para otimizar o aprendizado. Ela ensina à LIBRAS o sistema brasileiro de língua de sinais para seus alunos com deficiência auditiva e começou a promover videochamadas para responder a suas dúvidas e preocupações nas aulas diárias.

Esses tutoriais on-line se transformaram em videoaulas bilíngues, permitindo que o conhecimento se espalhasse fora do ambiente escolar. Além do uso da tecnologia como ferramenta, eles permitem tempos e espaços de aprendizado flexíveis, apoiam pais e famílias e possibilitam novas experiências educacionais.

Todas as suas aulas foram enviadas para um canal do YouTube e agora têm acesso gratuito. Sua escola se destaca por sua alta matrícula de alunos com deficiência auditiva e professores que promovem o LIBRAS como uma ferramenta eficaz de inclusão. O compromisso de Doani a levou a ir além dos horários formais de trabalho e a aproveitar as oportunidades que a tecnologia permite.

Francisco Celso de Freitas é professor de história, especialista em educação inclusiva e instrutor de mediadores sociais. Ele, trabalha no Centro Educacional da Unidade Penitenciária de Santa María, na cidade de Brasília, onde jovens privados de liberdade assistem às aulas.

Francisco é fundador e coordenador do Projeto RAP (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo), que utiliza a musicalidade do rap e a poesia como uma ferramenta pedagógica emancipatória capaz de promover os valores de uma cultura de paz e direitos humanos com vínculos históricos.

O projeto atende cerca de 150 adolescentes (meninos e meninas), mantidos na Unidade de Hospitalização do Distrito Federal de Santa Maria, que tiveram problemas com a lei, às vezes por atos de violência, e que são propensos a autoagressão e tentativas de suicídio. Os jovens do projeto se beneficiaram da educação socioeconômica e da reabilitação, gravando vídeos, participando de festivais de música e cultura e os recursos produzidos pelo projeto, como músicas, videoclipes e e-books, foram colocados on-line gratuitamente para que outros possam usufruir dos benefícios.

(Clique aqui para a versão inglês.)

Question for this article:

What is the relation between peace and education?

Francisco recebeu amplo reconhecimento e prêmios pelo projeto RAP e participou de conferências e visitou escolas para dar palestras sobre o valor dessa forma de mediação social, ressocialização, combate ao uso e abuso de drogas, enfrentando várias formas de preconceito e a descriminalização de cultura urbana. Além disso, ele acompanhou os jovens depois de completarem seu período na Unidade Penitenciária, para que não voltassem ao mesmo ciclo de violência que os levou até lá. A maioria dos graduados conseguiu reintegrar a sociedade e alguns se dedicaram ao rap, fazendo apresentações, gravando álbuns e videoclipes com mensagens sobre liberdade e atendendo às demandas dos jovens. Apesar da dura realidade, Francisco conseguiu inspirar e motivar seus alunos para que eles entendam que a educação é o caminho para novas oportunidades na vida.

Lília Melo cresceu em uma área desfavorecida e desde a infância queria contribuir para reduzir as diferenças sociais. Ela encontrou seu caminho no ensino. Lília Melo ensina crianças e jovens pobres em uma área carente e muitas vezes violenta de Belém, no norte do Brasil, onde assassinatos, tráfico de drogas e estupro são comuns.

Para ajudar seus alunos a lidar com a situação, Lília escreveu um projeto intitulado “Juventude negra periférica do extermínio ao protagonismo” sobre o aprimoramento da arte na escola e na comunidade. Começou a oferecer oficinas de fim de semana sobre tambor, capoeira, dança, teatro, poesia, algumas na escola, outras nas ruas e praças, que formavam laços com a comunidade local. A partir de um texto de Lília na mídia local sobre seus alunos serem pobres demais para terem acesso ao filme “Pantera Negra” da Marvel, as empresas locais se uniram e financiaram 400 ingressos para que os jovens pudessem assistir ao filme.

Da coleção de fotos e vídeos que narraram o evento do filme, surgiu a ideia de produzir um documentário, que recebeu diversos prêmios. Lília decidiu reinvestir os recursos recebidos na compra de equipamentos. Eles compraram câmeras, lentes e uma nova produção foi feita por jovens estudantes da escola.<

Os debates ajudaram a reforçar a mensagem do filme e a refletir sobre a importância da representação na ficção. Eventualmente, os próprios alunos se tornaram protagonistas à medida em que universidades, museus e empresas se interessaram e entraram em contato para ouvir os alunos e conhecer suas histórias, fazendo convites para realizar palestras. Em vez de ficarem quietos em um auditório, os alunos foram lá para serem ouvidos.

Todos os projetos de Lília foram realizados com pouca infraestrutura e pouco equipamento. A escola aumentou significativamente as taxas de matrícula, a taxa de evasão diminuiu e os resultados do aprendizado melhoraram. Muitos de seus alunos se tornaram líderes no campo das artes, protagonistas de sua própria história, sendo uma inspiração para sua comunidade.

As informações sobre os trabalhos dos professores foram retiradas do site do Global Teacher Prize.

Considero que estar entre os top 50 é um presente. Eles foram selecionados entre mais de 12.000 trabalhos de 140 países e merecem todo o nosso reconhecimento. Estaremos na torcida, porque são merecedores por tudo o que vem fazendo pela Educação.

Agora, eles passam a integrar um grupo de 300 professores embaixadores mundiais, unidos aos finalistas de edições anteriores do prêmio, com participação intensa e encontro anuais em diferentes países para ampliação e troca de conhecimento.

Ser reconhecido entre os melhores professores do mundo muda totalmente a nossa concepção do papel de professor e aumenta a nossa responsabilidade em continuar a lutar por educação de qualidade e equidade a todos.

Todos os professores que passam por essa experiência continuam servindo de exemplo, entre eles, podemos destacar os professores Marcio Batista, Rubens Ferronato, Jayse Ferreira, Diego Mahfouz e Valter Pereira e tantos outros que promovem a diferença e são agentes da transformação. É preciso reconhecer, valorizar e apoiar os nossos professores. Parabéns, professores, por transformar vidas!

Pueblo venezolano rinde homenaje al genio que hizo de la música un instrumento para la liberación, José Antonio Abreu

EDUCACIÓN PARA LA PAZ

Un artículo de television de Venezuela

El pueblo venezolano rinde homenaje al genio que hizo de la música un instrumento para la liberación, José Antonio Abreu, en ocasión de conmemorarse este martes el segundo año de su siembra, expresó el presidente de la República Bolivariana de Venezuela,  Nicolás Maduro, en su usuario de la red social Twitter @NicolasMaduro.

Abreu fue un destacado músico venezolano y quien concibió el Sistema Nacional de Orquestas y Coros Juveniles e Infantiles de Venezuela. Nacido en la ciudad de Valera, estado Trujillo, el 7 de mayo de 1939.

( Clickear aquí para una traducción inglês.)

Question for this article:

 

What place does music have in the peace movement?

Abreu fungió como Embajador para la Paz y de Buena Voluntad de la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco) por el impacto social y cultural de su obra, especialmente en aquellos países empeñados en bajar los niveles de pobreza, analfabetismo, marginalidad y exclusión en su población infantil y juvenil.

Jose Antonio Abreu también fue el artífice de un modelo de educación musical y de inclusión social, modalidad que ha sido replicada en más de 70 países de los cinco continentes: Europa, América, Asia, África y Oceanía, reseña una nota de prensa de la Fundación Musical Simón Bolívar publicada en su sitio web.

Con este novedoso modelo, creado hace 44 años y conocido como el Sistema Nacional de Orquestas y Coros Juveniles e Infantiles de Venezuela (El Sistema), se han incorporado a El Sistema 1.012.077 niños, niñas y jóvenes, provenientes de estratos sociales de bajos recursos económicos.

Con esta práctica individual y colectiva de la música, la creación de núcleos y centros académicos del país, esta organización cultural se convirtió en una plataforma sobre la cual se preparan ciudadanos integrales bajo el concepto de una cultura de paz y de justicia.

Declaración del OIP: Llamamiento al G20 a invertir en sanidad en lugar de en militarización

DESARME Y SEGURIDAD .

Un comunicado de prensa de Oficina Internacional por la Paz

El OIP, la ONG por la paz más antigua del mundo y ganadora del Premio Nobel, hace un llamamiento a los líderes mundiales del G20, que se reunirán por medios virtuales la semana que viene, para que envíen un mensaje de paz y solidaridad al mundo al abordar la emergencia sanitaria mundial.

Es el momento de abrir una nueva página en las relaciones mundiales que deje de lado las tensiones geopolíticas. Un nuevo contexto que ponga fin a las guerras por poder e influencia y que logre un alto el fuego en los conflictos en todo el mundo, que impiden alcanzar un esfuerzo solidario global.

Debemos levantar la sombra de la guerra y la política militar que ha arruinado la cooperación mundial en los últimos años y trabajar para asegurar que prevalezca un espíritu de paz y solidaridad.

El OIP ha estado por mucho tiempo poniendo la atención del mundo sobre la creciente velocidad de la carrera armamentista mundial.

Nuestras comunidades están pagando un alto precio por una carrera armamentista que ha desviado recursos de las necesidades básicas de la salud y el bienestar de la gente.

Todos pagamos un alto precio por un liderazgo fallido y unas prácticas equivocadas orientadas por los mercados, las cuales han debilitado nuestros medios para hacer frente a esta emergencia que ha golpeado duramente a las personas más débiles.

Estrés en la atención sanitaria

Ahora estamos viendo las consecuencias de la falta de inversión en infraestructura sanitaria, hospitales y personal.

Los hospitales están sobrecargados, las/os enfermeras/os agotadas/os, quedan pocos materiales médicos y se están tomando decisiones de vida o muerte sobre quién puede o no tener acceso al escaso número de respiradores disponibles. Médicas/os y enfermeras/os se ven perjudicadas/os por la irresponsabilidad de las decisiones políticas y económicas del pasado.

Los sistemas de salud están llegando al límite de su capacidad y el heroico personal de primera línea está sometido a una enorme presión.

La emergencia del coronavirus muestra lo debilitadas que se encuentran nuestras sociedades para proteger a la población: un mundo impulsado por la financiarización, el valor de las acciones y la austeridad ha agotado nuestra capacidad para defender el bien común y ha puesto en peligro la vida humana a escala mundial..

Trabajadoras/es con miedo a perder sus empleos y sus ingresos se sienten tentados a ir a trabajar enfermos. Las personas mayores son vulnerables y necesitan ayuda. El virus golpea más fuerte a los más débiles.

La privatización, las medidas de austeridad, y el sistema neoliberal han llevado a los servicios de salud locales, regionales y nacionales al borde del colapso.

En las dos últimas décadas, el número de médicos que trabajan en el sistema de salud se ha reducido en un tercio en los países de Europa occidental.

En Italia, el presupuesto sanitario ha sido recortado en 37.000 millones de euros en los últimos años.

La OMS advierte de que nos enfrentamos a una escasez de 18 millones de trabajadores de salud para el año 2030.

Los municipios necesitan apoyo urgentemente para aumentar el personal disponible. Y ahora se está notando el efecto de estas políticas, especialmente allá donde se han cerrado hospitales a una escala masiva en los últimos años(o han sido privatizados en beneficio de los más ricos), y en algunas regiones, especialmente las rurales, esto ha restringido la atención básica.

Esto nos permite aprender lecciones para el futuro:

* La salud es un derecho humano para jóvenes y ancianos, para todas las personas en todas partes del mundo.

La atención sanitaria y de enfermería nunca debe ser recortada o subordinada en la búsqueda de beneficios a través de la privatización.

* La importancia de un trabajo digno para todo el personal sanitario y de una inversión continua en su educación y formación.

(Artigo continuou na coluna à direita)

(Clique aqui para a versão inglês o aqui para a versão francês.)

Question for discussion

How can we work together to overcome this new medical and economic crisis?

(Artigo continuação da coluna esquerda)

Es momento para un Contrato Social Global

Con cada hora que pasa, la magnitud de la crisis se hace más clara.
Esta semana la OIT informó sobre las consecuencias en el mercado laboral:

* Una pérdida potencial de 25 millones de puestos de trabajo, que es más de los que se perdieron durante la crisis financiera de 2008.

Se espera que la pobreza de los trabajadores aumente de manera significativa, donde hasta 35 millones de nuevas personas podrían verse afectadas.

* Las pérdidas de ingresos de los trabajadores podrían alcanzar 3,4 billones de dólares.

Apoyamos los esfuerzos del movimiento sindical a nivel mundial, regional y nacional, en su llamado a un nuevo contrato social.

Apoyamos igualmente el llamamiento a favor de medidas económicas y recursos para proteger los puestos de trabajo, los ingresos, los servicios públicos y el bienestar de las personas.

Esto requiere un compromiso de la comunidad empresarial para mantener a la gente en sus puestos de trabajo, y que el apoyo que se les promete desde sus gobiernos esté condicionado a que se adhieran al contrato social por la seguridad del empleo y los ingresos.

G20: Prioridad al desarme

El mundo dedica 1,8 billones de dólares a gastos militares cada año y está previsto que gaste 1 billón de dólares en nuevas armas nucleares en los próximos 20 años.

Los ejercicios militares a escala mundial cuestan más de 1.000 millones de dólares cada año, y la producción y exportación de armas está aumentando en las principales economías del mundo.

El G20 no puede barrer estos hechos bajo la alfombra. El gasto militar es un 50% más alto hoy que al final de la Guerra Fría. Se sitúa en la asombrosa cifra de 1,8 billones de dólares al año, mientras que la OTAN exige más aumentos a sus miembros.

El G20 es responsable por el 82% del gasto militar mundial, representa casi todas las exportaciones de armas, y tiene en su territorio colectivo el 98% de las bombas nucleares del mundo. El G-20 es una plataforma compartida que reúne los intereses de los principales actores de la carrera de armamentos mundial.

Además, se gastan miles de millones en investigación militar, dinero que se invertiría mejor en salud, necesidades humanas e investigación para ayudar en la lucha contra el cambio climático mundial.

La militarización es el camino equivocado para el mundo; alimenta las tensiones y aumenta el potencial de guerra y conflicto además de agravar tensiones nucleares ya muy elevadas.

Aun así, la arquitectura política que se estableció para controlar la expansión nuclear y el desarme se ignora o incluso se debilita.

El Reloj del Día del Juicio Final del Boletín de los Científicos Atómicos, publicado en febrero 2020, está a 100 segundos de la medianoche – lo más cercano al conflicto nuclear en sus 70 años de historia – y esta pandemia mundial ha empujado aún más el segundero.

Los líderes mundiales deben poner el desarme y la paz de nuevo en el centro de la formulación de políticas.

Los líderes mundiales tienen que desarrollar una nueva agenda para el desarme y eso incluye la prohibición de las armas nucleares.

Volvemos a hacer un llamamiento a los gobiernos para que firmen la TPNW (Tratado sobre la Prohibición de las Armas Nucleares).
Sin él, perjudicamos nuestra lucha contra futuras pandemias de salud, contra la pobreza, el hambre, por proporcionar educación y atención sanitaria para todos, así como la realización de los objetivos de desarrollo sostenible –SDG- 2030.

El desarme es una de las claves para la gran transformación de nuestras economías, para asegurar que se valore más a los seres humanos que al lucro; economías en las que se puedan resolver los desafíos ecológicos -sobre todo la crisis del cambio climático- y que persigan la justicia social global.

Con el desarme la aplicación de los SDG, un contrato social mundial y un nuevo acuerdo mundial de paz verde, podemos hacer frente a los desafíos de la pandemia del coronavirus.

Sabemos por la historia de nuestra propia organización y de muchas de nuestras organizaciones miembros que en tales crisis, la democracia debe ser defendida por encima de todo, y debe ser defendida contra los estados cada vez más autoritarios.

Pedimos una cultura de paz. Un camino pacífico significa que necesitamos una estrategia global, un contrato social global y una cooperación global para asegurar el apoyo de la gente en todo el planeta. Esto será la solidaridad humana del siglo XXI, para y con la gente.

El OIP está dispuesto y es capaz de trabajar en el establecimiento de este camino pacífico – en colaboración con socios y socias de todo el mundo.

Por eso decimos que una iniciativa del G20 para pasar de una cultura de la militarización a una cultura de paz es tan urgente como necesaria.

Federico Mayor rinde homenaje a Javier Pérez de Cuéllar

LIBRE CIRCULACIÓN DE INFORMACIÓN

Un blog de Federico Mayor

Ha muerto a los 100 años Javier Pérez de Cuéllar, ex Secretario General de las Naciones Unidas (1982-1991), artífice, entre otras muchas realizaciones importantes, de los procesos de paz de Mozambique, con la Comunidad de San Egidio,  el de El Salvador y  reiniciar el de Guatemala. En los dos últimos participé activamente, siguiendo sus directrices como Director General de la UNESCO (1987-1999). Su serenidad y mesura iban siempre acompañadas de una gran firmeza y acción decidida, con una gran capacidad logística. Era muy exigente en el ejercicio del multilateralismo democrático. Creía en el valor y la fuerza de la palabra, del encuentro, de la mano tendida.


Javier Pérez de Cuéllar
Trabajar con él fue una experiencia muy aleccionadora. Su clara visión, su convencimiento de que la solución radica en el encuentro, en el diálogo, en la mediación y conciliación constituyen un luminoso legado que podría esclarecer muchos desafíos, algunos potencialmente irreversibles, que la humanidad tiene planteados actualmente.

Estamos en “…tiempos de dudas y renuncias en los que los ruidos ahogan las palabras”, como tan bellamente escribió Miquel Martí i Pol en 1981 (en L’ámbit de tots el ámbits). Empeñados por igual en la libertad de expresión y la no violencia, cuando se acallan las voces de las Naciones Unidas y de sus Instituciones, cuando – como entre Calvino y Castellio- hay que defender el principio de la palabra frente a la espada. El silencio de “la voz del mundo” va en contra de los intereses generales porque propicia la frustración, la exclusión, la radicalización.

Incansable viandante de conciliación y de concordia, su vida siguió el hilo conductor de sus principios. De su paso por la Organización es importante destacar el haberla hecho eficaz, lo cual no es fácil dada su complejidad y el momento histórico en el que desempeñó su cargo con especial entrega y visión de futuro.  A pesar de los logros alcanzados, “la mayoría de la humanidad vive todavía en condiciones de pobreza… y excesos humanos amenazan el medio ambiente del que todos dependemos… Habrá conflictos en el mundo hasta que las aspiraciones humanas puedan satisfacerse en mayor medida…”, escribe en la introducción de su libro “Peregrinaje por la paz”, publicado en Nueva York en 1997.

Sus reflexiones sobre el Consejo Económico y Social (ECOSOC) y el Consejo de Seguridad, las relaciones con los Estados Unidos y el papel de las ONGs y la sociedad civil podrían ayudar hoy a reconducir la gobernanza mundial, puesta irresponsablemente en las manos de grupos plutocráticos, cuando se producen mortíferas invasiones basadas en la mentira, se margina al Sistema de las Naciones Unidas y proliferan los brotes de xenofobia, supremacismo y racismo, se incumple la acogida de los refugiados y se reduce a mínimos vergonzosos la cooperación para el desarrollo.

En la reunión del ECOSOC del 7 de julio de 1988 en Ginebra sobre la política económica y social a escala internacional, tuve ocasión de apreciar directamente la insólita habilidad del Secretario General. Participé en el debate en el que intervinieron los Estados Unidos, el Administrador del PNUD, Grecia en representación de la Comunidad Económica Europea, el Reino Unido, Alemania, Túnez (en nombre del Grupo de los 77), Canadá, el Director Ejecutivo de UNICEF, China, Unión Soviética…

(Continúa en la columna de la derecha)

(Haga clic aquí para obtener una traducción al inglés.

 

Question related to this article:

Where in the world can we find good leadership today?

(Continúa de la columna a la izquierda)

Antes de asumir la Secretaría General de las Naciones Unidas había logrado ya grandes éxitos, como el que alcanzó en 1974 cuando, como Comisionado de la ONU, fue capaz de alcanzar en Chipre un acuerdo entre los líderes griegos y turcos.

Javier Pérez de Cuéllar, se ha ido pero se queda, como en el verso de Miguel Hernández, que también se hizo invisible en un día aciago, pero sigue siempre entre nosotros: “Me voy, me voy, me voy, pero me quedo…”.

En octubre de 1987 recibió el Premio Príncipe de Asturias “por promover la cooperación iberoamericana”. En febrero de 1989, el Premio Nehru “de entendimiento internacional”.

El 19 de enero del año 2000 participé en Lima, con el “Discurso de Orden”, en el homenaje que le rindieron al cumplir los ochenta años las universidades limeña y salmantina. En estos últimos veinte años, hemos estado permanentemente en contacto y ha dado su apoyo a múltiples iniciativas en favor del multilateralismo.

Termino con un verso que le dediqué  en 1989:

“Tenemos que construir todo
en un lugar que se  halla
en medio de la nada,
junto al abismo.
Más allá, al borde
de las tierras prósperas,
las ciénagas ignotas.
(No, ignotas no,
las ignoradas ciénagas
donde nuestro pasado
se hunde
progresiva,
cotidianamente
ante  los ojos
indiferentes
y distantes
de los desvalidos
que no pueden,
que no saben,
de los acomodados
que no oyen,
que no quieren…).

Para conservar la memoria,
las huellas del hombre,
sus caminos,
para esclarecer
sus pasos de mañana
tenemos, hijos míos,
       amigos míos,
       desconocidos míos,
que construir todo
junto al abismo,
en el lugar
áspero y único
de nuestro futuro,
única riqueza
compartible”.

Las personas con tan extenso recorrido e inusitada actitud dejan huella imperecedera. Un día, se ausentan y devienen invisibles pero permanece lo que más importa: ciudadanos del mundo, siguen iluminando los caminos del mañana e impulsando nuevos rumbos en las generaciones venideras.

‘Un día sin nosotras’: ¿En qué consiste el Paro Nacional de Mujeres en México y por qué está convocado?

. IGUALDAD HOMBRES/MUJERES .

Un artículo de Cecilia González en RT.com (televisión ruso )

Al grito de ‘Un día sin nosotras’, millones de mexicanas participan este lunes [9 de marzo] del Paro Nacional de Mujeres cuya convocatoria nació en medio de la creciente ola de indignación por los femicidios y se amplió a la larga lista de demandas de la agenda feminista.


Video sobre la manifestación en el Día Internacional de la Mujer, Ciudad de México, 8 de marzo de 2020. Foto: Gustavo Graf / Reuters

Después de la masiva marcha del domingo, en conmemoración del Día Internacional de la Mujer, trabajadoras públicas y privadas están llamadas a ausentarse de oficinas, bancos, supermercados, restaurantes, cafeterías, periódicos, tiendas y todo tipo de centros laborales. Las mujeres que adhirieron tampoco realizarán tareas domésticas para visibilizar así su peso en la economía y en la sociedad y denunciar las múltiples vertientes de la violencia de género.

Una encuesta publicada la semana pasada por el diario El Financiero reveló que la huelga contaba con el apoyo del 67 % a nivel nacional y que el 57 % de las mujeres pensaba sumarse, lo que demuestra el avance de la revolución feminista que recorre el mundo y que este año aquí está escribiendo un capítulo aparte.

En México, el 51 % de la población y el 52 % de los electores son mujeres. Y ellas votan más. De acuerdo con datos oficiales, en las elecciones presidenciales de 2018, que ganó Andrés Manuel López Obrador, el 66,2% de los votantes fueron mujeres.

10 mujeres asesinadas cada día

Pero la inequidad persiste. Un estudio del Observatorio Internacional de Salarios Dignos y la Comisión Nacional de Salarios Mínimos estima que a diario las mexicanas realizan trabajos por un valor de alrededor de 3.000 millones de dólares, pero solo una tercera parte es remunerado.

De acuerdo con el Observatorio de Trabajo Digno de la organización Acción Ciudadana Frente a la Pobreza, en el país los hombres ganan un 16 % más que las mujeres. La brecha salarial se amplía a un 30 % en el sector público.

La desigualdad se repite en otros rubros. Datos del Consejo Nacional de Evaluación de la Política de Desarrollo Social señalan que hay más mujeres que hombres en situación de pobreza: 27,3 millones frente a 25 millones.

Informes de la organización Reinserta, en tanto, concluyen que los tribunales les imponen a las mexicanas un promedio de cinco años más de condena que a los hombres.

La violencia se impone. El año pasado, en el país hubo 51.146 denuncias por violencia sexual en contra de las mujeres. Implicó un aumento del 19,1% con respecto a 2018. La tendencia sigue a la alza. También en 2019, en México mataron a 10 mujeres cada día. Hace tres años, el promedio era de siete mujeres asesinadas.

Por eso los femicidios se convirtieron este año en tema central de la conversación pública en México e impactaron de lleno en la agenda política de López Obrador.

El Paro Nacional de Mujeres comenzó a germinar en redes sociales en medio de la conmoción por los asesinatos de Ingrid Escamilla, una joven de 25 años que murió apuñalada y desollada, y de Fátima, una niña de siete años que fue encontrada tirada en una bolsa, con signos de tortura.

(El artículo continúa en el lado derecho de la página.)

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O haga click aqui para Francés)

Question related to this article:

Protecting women and girls against violence, Is progress being made?

(El artículo continúa de la parte izquierda de la página)

Cuando ocurrieron los crímenes, el fiscal general Alejandro Gertz Manero estaba envuelto en una polémica por su propuesta de eliminar la tipificación de “femicidio” para calificarlo como “homicidio agravado”. La intención, según él, era mejorar la investigación e impartición de justicia, pero organizaciones feministas advirtieron que ello eliminaba el componente de género en el asesinato. El presidente rechazó la iniciativa, pero en una conferencia de prensa se molestó y advirtió que no quería que solo se hablara de los femicidios porque él pensaba promover la rifa del avión presidencial.

Críticas al gobierno de López Obrador y oportunismo de la derecha

Las movilizaciones contra los femicidios arreciaron. El presidente respondió con un decálogo contra la violencia a las mujeres plagado de lugares comunes como “proteger la vida de todos los seres humanos”, “es una cobardía agredir a la mujer”, “se tiene que respetar a las mujeres” y “castigar a los culpables”. No presentó estrategias, políticas ni objetivos concretos. Más tarde habló de “una crisis profunda de valores”, de “decadencia” y de que “sólo siendo buenos podemos ser felices”. Convocó “a seguir moralizando, purificando la vida pública” y culpó de los femicidios al neoliberalismo.

Cada declaración irritaba más a varias agrupaciones feministas, pero el presidente sorprendió todavía más cuando les pidió que sus protestas fueran pacíficas y ya no pintaran puertas y paredes de edificios públicos.

Fue en esos momentos que la colectiva Brujas del Mar recogió el malestar social y a través de Twitter convocó al Paro de este lunes. La adhesión fue inmediata y masiva.

En respuesta, López Obrador denunció el oportunismo de sus “adversarios”, los “neoliberales”, “los conservadores” y “la derecha”, que apoyaron y promovieron la jornada solo para criticar al gobierno, como el caso del histórico y derechista Partido Acción Nacional que impulsó el Paro, pero ratificó su rechazo al aborto a pesar de que es una de las principales exigencias feministas.

La polarización política que predomina en México construyó la falsa idea opositora de que la huelga era contra López Obrador, aunque las luchas feministas exceden gobiernos. Pero el presidente tampoco dio muestras de entender al movimiento de mujeres y siguió acumulando respuestas desafortunadas. Anunció, por ejemplo, que la rifa del avión presidencial se haría el 9 de marzo, es decir, el mismo día del Paro feminista. Fueron tantas las críticas que tuvo que cambiar la fecha.

Las reacciones del presidente podrían explicar, según una encuesta publicada la semana pasada por el diario El Universal, que el apoyo de las mujeres a su gobierno haya disminuido en un 24,6 % durante los últimos 12 meses.

Uno de los escasos logros en la agenda de género que puede presumir López Obrador, es que es el único presidente que ha designado un gabinete con paridad de género. De hecho, en medio de la crisis política desatada por los femicidios, la semana pasada sus ministras se mostraron juntas por primera vez y aseguraron que el mandatario sí entiende al feminismo y que los derechos de las mujeres son una prioridad.

El viernes, sin embargo, López Obrador se negó a definirse como feminista. “Soy humanista”, dijo.

Más allá de las disputas políticas, el Paro logró que en medios de comunicación, en redes sociales, en los hogares y en los lugares de trabajo se hablara de femicidios, aborto, salarios inequitativos, falta de guarderías, presiones culturales, la misoginia generalizada y el acoso.

Las agresiones contra las mujeres se visibilizaron y se discutieron más que nunca, pero también demostraron que todavía falta mucho trabajo por hacer para erradicar la inequidad y las violencias de género en el país.

Las Brigadas Internacionales, premio Gernika por la Paz

EDUCACIÓN PARA LA PAZ

Un artículo por Iratxe Astui en El Correo

Las Brigadas Internacionales de Paz (PBI) recibirán este año el Premio Gernika por la Paz y la Reconciliación, que se concede dentro del programa conmemorativo de los actos del bombardeo de la villa por parte de la Legión Cóndor alemana. La decisión de reconocer el trabajo realizado por esta organización no gubernamental salió adelante con la mayoría de los votos de los miembros de la mesa del jurado.


Miembros de las PBI durante una de sus actuaciones. / E. C.

Este tribunal está compuesto por representantes de los partidos que componen el Ayuntamiento -Eusko Abertzaleak, PNV y EH Bildu-, además del alcalde de Pforzheim, ciudad alemana hermanada con la villa foral, la fundación Gernika Gogoratuz, la Casa de Cultura y el Museo de la Paz de la localidad. La distinción responde «a la destacada labor que llevan a cabo los voluntarios de la organización y su compromiso con la defensa de los Derechos Humanos», justificaron los promotores del galardón.

( Clickear aquí para una traducción inglês.)

Question for this article:

Can peace be guaranteed through nonviolent means?

Where in the world can we find good leadership today?

Las Brigadas Internacionales de Paz, grupo no confesional e independiente, envía observadores internacionales para ser testigos presenciales en regiones que atraviesan situaciones de crisis y conflicto. «Estos grupos protegen con su presencia a apersonas amenazadas de muerte o secuestro por medio de violencia política», explicaron. Las fuerzas de paz de PBI ha actuado en Guatemala (1983-1999), El Salvador (1987-1992) y Sri Lanka (1989-1998), así como en Norteamérica (1991-1999), Tomor Oriental (1999-2002) y Haití (1995-2000).

Asimismo, también desarrollaron su labor en el Norte de Nicaragua, África Central (2004-2005) y en la Audiencia Mundial del Uranio (World Uranium Hearing) de 1992 en Salzburgo. La organización se caracteriza también porque sus voluntarios «trabajan en equipo». «Viven, conciben estrategias, redactan informes y viajan juntos», subrayaron.

El jurado de los Premios por la Paz y la Reconciliación que se otorgarán el próximo 26 de abril, también ha destacado este año, dentro del apartado que distingue la labor anónima de las personas trabajadoras por la paz de base, al proyecto internacional ‘Kids Guernica”. Esta iniciativa artística fue creada por tres japoneses -Toshifumi Abe, Tdashi Yasuda y Kaoru Mizuguchi- y el norteamericano, Tom Anderson, en 1995 con motivo de realizar un lienzo que conmemorara el 50 aniversario del bombardeo de Hiroshima.

El proyecto mural, en referencia al Guernica de Picasso, «ha recorrido diferentes países de los cinco continentes con el objetivo de impulsar la cultura de paz entre los niños y niñas de todo el mundo», explicaron. La villa foral cuenta con un buen número de trabajos realizados en diferentes puntos del planeta.

El Manifiesto 2000

EDUCACIÓN PARA LA PAZ

Un artículo par El Manana

Las campañas insidiosa y muchas veces perversas, que pretenden achacar las cotidianas manifestaciones de violencia en sus distintas formas, a la propuesta de cambio de modelo económico para fomentar el desarrollo compartido en un régimen de justicia social, no abonan en nada para generar un ambiente de entendimiento, concordia y fraternidad. Montado en su macho, cada grupo con capacidad para hacerse oír recurre a la violencia.


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Es claro que en una cultura de violencia, los conflictos se dirimen a través de la violencia, que no es otra cosa que la falta de capacidad para abordar los diferendos en una cultura de paz, a través del diálogo y el entendimiento mutuo. Al revés del apotegma juarista, ahora se ve que entre los individuos como entre las naciones la violación al derecho ajeno es la violencia que se manifiesta en la sociedad, en los gobiernos y llega a las instituciones.

No es tanto que se haya desatado la agresividad en el ser humano, no. A través de los medios de socialización: familia, escuela, religión, asociaciones, etc., la agresividad se puede canalizar en tres formas: la destructiva que seria lo mismo que la violencia; la indiferencia que seria la pasividad y la constructiva, considerada como positiva y que vendría a resultar igual a la no-violencia, es decir, a actuar pero no violentamente. En ese sentido, si la violencia es aprendida, es evidente que también puede ser desaprendida y ser reemplazada por otros mecanismos, no destructivos, en la resolución de conflictos.

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Question for this article:

The Manifesto 2000, Is it still relevant today?

Con este idea en mente, un grupo de Premios Nobel de la Paz, reunidos en París, el 4 de Marzo de 1999, con motivo del quinquagésimo aniversario de la Declaración Universal de los Derechos Humanos, redactó el denominado “Manifiesto 2000 para una cultura de paz y de no violencia”. Los firmantes fueron: Norman Borlaug; Adolfo Pérez Esquivel; Dalai Lama; Mikhall Sergeyevich Gorbachov; Mairead Maguire; Nelson Mandela; Rigoberta Menchu Tum; Shimon Peres; José Ramos Horta; Joseph Roblat; Desmond Mpilo Tutu; David Trimble; Elie Wiesel; Carlos Felipo Ximenes Belo. A los que luego se unieron otros.

El texto del Manifiesto es el siguiente: “Reconociendo mi parte de responsabilidad ante el futuro de la humanidad, especialmente para los niños de hoy y de mañana, me comprometo en mi vida diaria, en mi familia, mi trabajo, mi comunidad, mi país y mi región a: – respetar la vida y la dignidad de cada persona, sin discriminación ni prejuicios; – practicar la no violencia activa, rechazando la violencia en todas sus formas: física, sexual, psicológica, económica y social, en particular hacia los más débiles y vulnerables, como los niños y los adolescentes; – compartir mi tiempo y mis recursos materiales cultivando la generosidad a fin de terminar con la exclusión, la injusticia y la opresión política y económica; – defender la libertad de expresión y la diversidad cultural privilegiando siempre la escucha y el diálogo, sin ceder al fanatismo, ni a la maledicencia y el rechazo del prójimo; – promover un consumo responsable y un modo de desarrollo que tenga en cuenta la importancia de todas las formas de vida y el equilibrio de los recursos naturales del planeta; – contribuir al desarrollo de mi comunidad, propiciando la plena participación de las mujeres y el respeto de los principios democráticos, con el fin de crear juntos nuevas formas de solidaridad”. 

Como bien se puede ver, se trata de un compromiso de cumplimiento personal e individual, de tal suerte que no hay forma de excusarse una vez que ha sido adoptado voluntariamente.

Ciertamente, por aquellas épocas todavía se creía que el año 2000 habría de constituir un nuevo comienzo para transformar la cultura de guerra y de violencia en una cultura de paz y de no violencia, toda vez que la cultura de paz hace posible el desarrollo duradero, la protección del medio ambiente y la satisfacción personal de cada ser humano.

20 años después, quizá sea posible ese sueño si en lugar de tanta basura, los medios se comprometieran a posibilitar el diálogo, el entendimiento y la paz a través de la justicia.

Día Internacional de la Mujer 2020

. IGUALDAD HOMBRES/MUJERES .

Un artículo de UN Women

Este 2020 los derechos de las mujeres y la igualdad de género están cobrando protagonismo.

Han transcurrido veinticinco años desde la adopción de la Declaración y Plataforma de Acción de Beijing, hoja de ruta progresista para la igualdad de género. Hoy es hora de hacer un balance de los progresos y reducir las desigualdades persistentes con acciones audaces y decisivas.


Vídeo: Somos la #GeneracionIgualdad

El tema del Día Internacional de la Mujer (8 de marzo) de este año es “Soy de la Generación Igualdad: Por los derechos de las mujeres“.

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Pregunta(s) relacionada(s) al artículo

Does the UN advance equality for women?

La campaña Generación Igualdad  reunirá a personas de todos los géneros, edades, orígenes étnicos, razas, religiones y países, para impulsar acciones que creen el mundo igualitario que merecemos.

En conjunto, queremos movilizar a todas las personas para eliminar la violencia de género; exigimos justicia económica y derechos para todas las personas; autonomía sobre los propios cuerpos, derecho a la salud sexual y reproductiva; y acciones feministas por la justicia climática. Queremos tecnología e innovación para la igualdad de género; y liderazgo feminista.

Las pequeñas acciones pueden generar grandes repercusiones y hacer realidad esta visión.  Este Día Internacional de la Mujer, únete a la #GeneracionIgualdad y sé parte del movimiento.

Declaración con motivo del Día Internacional de la Mujer a cargo de Phumzile Mlambo-Ngcuka, Directora Ejecutiva de ONU Mujeres
En su declaración por el Día Internacional de la Mujer (8 de marzo), la Directora Ejecutiva de ONU Mujeres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, presenta 2020 como el año para la igualdad de género y pide que todo el mundo colabore para derribar las barreras contra la igualdad de género.

Ecuador: La cultura de paz se difunde en revista digital internacional

EDUCACIÓN PARA LA PAZ

Un artículo de Cronica

En su tercera edición, la Revista Cultura de Paz, editada por la Cátedra UNESCO de Educación y Cultura de Paz de la UTPL, presenta 18 artículos científicos y tres reseñas de libros.

“Cultura y educación para la paz” es la temática de la tercera edición de la Revista Cultura de Paz presentada, el 2 de marzo, por la Cátedra Unesco de Educación y Cultura de Paz de la Universidad Técnica Particular de Loja (UTPL). El trabajo que se presenta en formato digital cuenta con 18 artículos científicos y 3 reseñas de libros, de autores de Ecuador, México y España.

En esta edición se abordan temáticas como: antropología de la violencia; inclusión de la diversidad sexual para una cultura de paz; violencia y conflicto en Ecuador caso 2019; construcción de una cultura de paz desde el ámbito universitario; memorias de mujeres indígenas excombatientes de las FARC en Colombia; la dimensión simbólica de la máscara zapatista, modelos de participación ciudadana y convivencia, entre otros.

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Question for this article:

What are the most important books about the culture of peace?

Santiago Pérez Samaniego, director de la revista, señaló que esta publicación de carácter anual tiene como función promover las investigaciones a nivel local, nacional e internacional, de temáticas relacionadas a la paz, educación, conflictos y derechos humanos. Destacó que los artículos que son parte de esta edición reflejan un riguroso análisis de las diferentes realidades, perspectivas, buenas prácticas o visiones de los investigadores.

Resaltó que desde la primera convocatoria en 2016 ha incrementado la participación de investigadores en la Revista Cultura de Paz, lo que “llena de orgullo a quienes somos parte de esta publicación que lanzó su primera convocatoria en 2016 y que desde entonces ha incrementado el número de publicaciones y de participantes de distintos países, convirtiéndola en un referente de investigación para el fomento de la paz en Latinoamérica, alcanzando un relevante posicionamiento internacional”

Aporte institucional

Rosario de Rivas Manzano, vicerrectora académica de la UTPL, durante el acto de presentación extendió una felicitación al equipo que generó la tercera edición de la revista, misma que señaló promueve la paz por medio de investigaciones que buscan modificar actitudes en las personas para transformar los conflictos que pueden generan violencia. Resaltó el aporte de esta publicación para la UTPL, como una universidad que construye un mundo más justo donde predomina el respeto al ser humano y la sociedad. (I).

 -La revista Cultura de Paz está disponible en la página web: revistadeculturadepaz.com

Boletín español: el 01 de marzo 2020

. LAS CIUDADES TOMAN LIDERAZGO . .

Las ciudades toman el liderazgo en muchas áreas de la cultura de paz.

Desarme nuclear. Nueva York está emergiendo como la más nueva ciudad en planificar la desinversión de sus fondos en la industria de armas nucleares. Las audiencias públicas en la ciudad el 28 de enero tuvieron a una amplia gama de oradores a favor de esta acción. Los oradores incluyeron la campaña global, Move the Nuclear Weapons Money, así como Alcaldes por la Paz, jóvenes de Peace Boat y un representante de la Campaña Internacional para Abolir las Armas Nucleares (ICAN), que ganó el Premio Nobel por paz en 2017. Los participantes en la audiencia expresaron su amor por la ciudad y su fuerte renuencia a ver a Nueva York, o cualquier otro lugar en la tierra, expuesto a la amenaza de destrucción irreversible representada por las armas nucleares.

Cientos de ciudades se han unido al llamado de ICAN a ciudades que pide la abolición total de las armas nucleares. La apelación dice: “Nuestro pueblo / aldea está profundamente preocupado por la grave amenaza que representan las armas nucleares para las comunidades de todo el mundo. Creemos firmemente que nuestra gente tiene derecho a vivir en un mundo libre de esta amenaza. Cualquier uso de armas nucleares, ya sea deliberado o accidental, tendría consecuencias catastróficas, de largo alcance y duraderas para las personas y el medio ambiente. Por lo tanto, acogemos con beneplácito la adopción del Tratado de las Naciones Unidas sobre la Prohibición de las Armas Nucleares de 2017 y pedimos a nuestro gobierno nacional que se una a él.”

La convocatoria también cuenta con el respaldo de Mayors for Peace con su red de 7675 ciudades en 163 países de todo el mundo. La ciudad más reciente que apoyó la apelación, el 27 de enero, fue Oxford en el Reino Unido.

Desarrollo sostenible. ONU Hábitat patrocinó recientemente el Décimo Foro Urbano Mundial para apoyar los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS) acordados por los líderes mundiales en 2015. En la reunión, celebrada en Abu Dhabi del 8 al 13 de febrero, los 13,000 participantes reconocieron que “la creciente urbanización del mundo es una fuerza transformadora que se puede aprovechar y manejar para estimular el desarrollo sostenible”. Entre las organizaciones de la ciudad que participaron en el Foro se encontraba ICLEI (Gobiernos Locales para la Sostenibilidad), una red de ciudades en más de 100 países, con expertos mundiales en 22 oficinas.

En el Foro Urbano Mundial, el Parlamento Mundial de Alcaldes presentó un proyecto llamado Parlamento Virtual, una herramienta en línea para conectar a los alcaldes de todo el mundo, debatir y votar sobre cuestiones políticas e intercambiar experiencias. Por ejemplo, apoyó la acción del Congreso de Alcaldes de los Estados Unidos contra la violencia armada.

Reducción de tensiones internacionales. La organización de Ciudades Internacionales de Paz informa que la primera ciudad de paz en la península coreana se creó el 5 de febrero cerca de la zona desmilitarizada en Pocheon. Una gran celebración tuvo lugar en el ayuntamiento donde el alcalde Mr Park firmó una proclamación frente a una multitud de medios, dignatarios y más de 100 ciudadanos. Pocheon tiene el potencial de ayudar a hacer realidad el sueño de la reunificación de Corea del Sur y del Norte para beneficiar a los ciudadanos de ambos países.

Violencia urbana. Una nueva iniciativa, Strong Cities Network (SCN), está trabajando con una amplia coalición para reducir la violencia urbana. Según el SCN, “hoy, el 83% de la violencia mortal ocurre fuera de las zonas de conflicto, y la mayoría de esta violencia se concentra en las ciudades”. Su informe destaca iniciativas exitosas en Glasgow (Escocia), Oakland (California) y ciudades de Ecuador.

La lucha contra la violencia urbana también es la prioridad del Foro Mundial de Ciudades y Territorios de Paz, que es un proyecto de Ciudades y Gobiernos Locales Unidos. Los foros anteriores se llevaron a cabo en Madrid en 2017 y 2018. El próximo tendrá lugar en octubre de 2020 en la Ciudad de México para construir “soluciones que promuevan entornos urbanos capaces de eliminar las expresiones de violencia”.

Según Strong Cities Network, “los estados nacionales han dominado la arena política mundial durante siglos, pero con más de la mitad de la población mundial que reside en las ciudades de hoy, puede ser hora de repensar quién debería estar en la mesa de decisiones sobre cómo podemos reducir la violencia.” Lo mismo podría decirse con respecto al desarme nuclear, el desarrollo sostenible y la reducción de las tensiones internacionales.

      

PARTICIPACIÓN DEMOCRATICA



Strong Cities Network: Reducing violence is not impossible, and cities are proving this

LIBERTAD DE INFORMACIÓN



Peace promotion in the Sahel: The best award-winning radio productions

DERECHOS HUMANOS




Amnestía Internacional: Una nueva generación de jóvenes activistas lidera la lucha contra el recrudecimiento de la represión en Asia

DESARME Y SEGURIDAD



New York City hearings pave the way for nuclear weapons divestment

EDUCACIÓN PARA PAZ



México: Cultura de paz desde la educación superior

DESAROLLO SUSTENTABLE



The Wet’suwet’en Fight Against New Pipeline Spreads Across Canada with Blockades & Occupations

TOLERANCIA Y SOLIDARIDAD


Switzerland: Lutheran World Federation marks World Interfaith Harmony Week

IGUALDAD HOMBRES/MUJERES



Devoted to discovery: seven women scientists who have shaped our world