ONU: Consulta no Panamá reúne jovens latino-americanos para discutir paz e segurança

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Un artigo da Agência da ONU para Refugiados

Os principais desafios enfrentados pelos jovens na América Latina e no Caribe se concentram em questões de segurança, equidade e governança – elementos fundamentais para avançar em direção à paz sustentável. Nesse contexto, 63 jovens de diferentes países da região participaram da primeira Consulta Regional sobre Juventude, Paz e Segurança, realizada entre os dias 28 de maio e primeiro de junho na Cidade do Panamá.


Maha, uma jovem apátrida que participou da Consulta Regional sobre Juventude, Paz e Segurança, promove ativamente o direito de cada pessoa a ter uma nacionalidade. Foto: Miguel Trancozo.
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Os jovens selecionados são agentes de mudança em seus respectivos países e trabalham com a juventude em busca de uma sociedade mais justa e próspera. Muitos deles pertencem a grupos vulneráveis e a minorias, o que os motiva a serem os porta-vozes das mudanças que querem ver no mundo.

“Quando eu tinha 15 anos, eu perdi o meu pai por causa do crime e da violência”, diz Tawana, St. Kitts e Nevis. “Esse foi um chamado para mim. Decidi então assumir um papel proativo para fazer a diferença. Assim que eu voltar para o meu país eu vou transmitir aos jovens tudo o que está acontecendo nesta consulta. Eu me preocupo com os danos que a violência faz para o nosso país e nosso mundo”, disse Tawana.

A consulta procura formular propostas, a partir de um olhar de paz e segurança humana, que conte com uma ampla participação dos jovens e com ações concretas, direcionadas ao cumprimento da Agenda 2030.

Georgeanela, uma jovem costarriquense, ressalta que a coisa mais importante é que cada pessoa seja reconhecida como um sujeito de direitos humanos. Por isso é importante que as pessoas sejam educadas com um senso de respeito e tolerância, a fim de buscar a paz.

“Minha motivação é formular, com outros jovens da região, uma proposta de novas oportunidades e aproveitar esta ocasião para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas”, conta Georgeanela.

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What is the United Nations doing for a culture of peace?

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Algumas propostas dos jovens visam fazer uso de novas tecnologias e arte para promover uma cultura de paz e segurança na região.

De acordo com Ricardo, de El Salvador, devemos reconhecer que há muitas oportunidades e iniciativas partindo da juventude. Uma de suas grandes conquistas foi quando, através da criação de oficinas de hip hop e expressões artísticas, evitou que jovens ingressassem às gangues. Ele ofereceu aos jovens uma chance de se expressarem através dessa dança e utilizou-a como ferramenta de transformação social.

Por esse trabalho, Ricardo e sua família foram ameaçados e, portanto, forçados a se deslocarem. Mas isso só serviu como um motor para continuar gerando impacto, evitando que os jovens caiam nas mãos do crime organizado.

Fanny, mulher trans de El Salvador, luta pelos direitos da comunidade LGBTI no país.

“Ser jovem em El Salvador é um crime. Nós não temos liberdade para expressar-nos, não podemos andar pelas ruas livremente sem sermos estigmatizados pela própria comunidade. Ser jovem em El Salvador significa que somos todos membros de gangues, somos todos ladrões”. Fanny explica como a situação das quadrilhas e gangues afeta a juventude. “Alguns jovens foram mortos pelo simples fato de se negarem a fazer parte”.

Os jovens que tentam ajudar outros jovens em situação de vulnerabilidade se tornam vítimas de ameaças e perseguição.

Para Heidy, da Guatemala, “paz é a sair de casa, ir trabalhar, voltar e receber um abraço da minha mãe. Sabendo que eu consegui voltar sem ser estuprada ou agredida. A paz é o conjunto dessas pequenas coisas que conseguimos fazer em meio de tanto caos”.

A visão sobre o que é a paz muda de acordo com o contexto e as experiências. Para Maha, uma jovem apátrida, a paz é interior, é poder alcançar sonhos e objetivos. “Eu perdi meu irmão há um ano pela violência das ruas. Ele nasceu e morreu apátrida. Eu nasci apátrida, mas eu quero morrer pertencendo a um país. “A partir da sua experiência, ela advoga para que os 10 milhões de apátridas possam ter uma nacionalidade. “Não é sobre política. São pessoas e vidas humanas”, comenta.

Muitos dos participantes da consulta estão tomando medidas em prol da liberdade de gênero, do respeito às diferenças étnicas e culturais, da defesa dos direitos sociais e reprodutivos, da construção da democracia e do direito a ter uma nacionalidade.

Esses jovens voltam com a grande tarefa de seguir atuando no presente, visando o futuro que desejam construir, se comprometendo de continuar influenciando as comunidades e seus entornos para garantir uma região mais segura, pacífica e inclusiva.

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